quarta-feira, 24 de maio de 2023

ROMA - ITÁLIA, 2014, a cidade das sete colinas, a CIDADE ETERNA…

   Roma é a capital e a maior cidade de Itália. Fundada por Rómulo, de acordo com a tradição, foi edificada em 753 a.C. sobre sete colinas e rodeada pela Muralha Aureliana.
  A maior cidade do Lácio está situada na costa oeste da península itálica, próximo do mar de Tirreno, nas margens do rio Tibre. É nas margens deste rio que se situa o centro histórico e onde se encontram os monumentos mais significativos da Roma Antiga.


   Erguido no coração arqueológico da cidade, o Anfiteatro Flaviano, mais conhecido como Coliseu de Roma, foi construído no século I d.C. a mando dos imperadores da dinastia flaviana e abrigou, até o final da antiguidade, grandes espetáculos, como os famosos jogos de gladiadores. O Coliseu é o símbolo das glórias do império e da grandeza e do poder de Roma.





   Junto ao Coliseu, encontra-se o maior e o mais célebre arco do triunfo romano, o Arco de Constantino. Este arco celebra o triunfo do imperador Constantino sobre Magêncio ou Maxêncio, ocorrido a 28 de outubro de 312 d.C., após a batalha da ponte Mílvia, uma das várias pontes sobre o rio Tibre.  A inscrição central no arco relata que o monumento foi solenemente dedicado pelo Senado ao imperador em memória daquele triunfo.
  Nas faces principais e nas laterais, alternam-se relevos da época de Trajano, Adriano, Marco Aurélio e de Constantino.


 
    Antiga acrópole de Roma, o Capitólio ou Monte Capitolino é uma das sete colinas sobre as quais foi fundada a cidade de Roma. O Capitólio era um dos lugares de maior importância da cidade. Atualmente, é sede da municipalidade da cidade.
 

    No século XVI, Miguel Ângelo reconstruiu a colina. Os inúmeros e largos degraus da Cordonata, a elegante escadaria projetada pelo singular artista, no século XVI, para a entrada triunfal de Carlos V em 1536, dão acesso à colina do Capitólio. No cimo da escadaria, encontram-se duas estátuas, uma de Castor e outra de Pólux, os irmãos gémeos, filhos da mesma mãe, mas não do mesmo pai. Ao fundo, está o Palácio Senatório, o Palácio do Senado, sede do governo municipal de Roma. Ao lado, o Museu Capitolino. No século XVI, foi colocada uma cópia da magnífica estátua equestre do Imperador Marco Aurélio no centro desta praça. Também nesta praça, projetada por Miguel Ângelo, existe uma escultura de bronze da famosa loba a amamentar os gémeos de origem etrusca, Rómulo e Remo. Trata-se de uma réplica. A loba original bem como a verdadeira estátua equestre do Imperador Marco Aurélio encontram-se no museu. No Capitólio, é possível vislumbrar várias vezes a seguinte sigla SPQR (Senatus Populusque Romanus - o Senado é o Povo Romano).






    Descendo  pela direita do Palácio Senatório e, num varandim junto ao Tabularium, pode-se apreciar o Fórum Romano, o centro nevrálgico da antiga Roma. Aqui foram erguidos os edifícios públicos mais importantes da urbe. Era aqui que se desenrolava a vida pública e religiosa da cidade.  No Fórum Romano, erguem-se vários tempos, como o Templo de Saturno, com oito colunas jónicas de granito, o Templo de Castor e Pólux, o Templo de Vesta, bem como o Arco de Tito, o Arco de Severo Sétimo, a Cúria - local onde se reunia o senado para tomar decisões administrativas - o Tabularium - o principal repositório de registos da Roma Antiga - , a Via Sacra, e ao fundo o Coliseu…






 Basílica de S. Paulo Fora de Muros ou Extramuros na Via Ostiense

    Esta Basílica é uma das quatro basílicas papais de Roma, juntamente com a Basílica de São João de Latrão, a Basílica de Santa Maria Maior e a Basílica de São Pedro.  Trata-se da maior basílica de Roma, com 135 metros de comprimento, 65 de largura e 30 de altura. A maior do mundo é a de S. Pedro, no Vaticano. É uma das propriedades extraterritoriais da Santa Sé em território italiano e fora do Vaticano, localizada na via Ostiense, isto é, o território da basílica faz parte da Santa Sé e a Itália está legalmente obrigada a reconhecer a soberania papal no local. Uma das quatro Portas Santas encontra-se neste belíssimo templo.







    A Basílica de S. Paulo Fora de Muros foi construída no local da execução e sepultamento de Paulo, na época um cemitério em uso desde os tempos da República Romana, uma área muito afastada de Roma. Tão afastada que, 200 anos depois, ainda ficaria fora da Muralha Aureliana, construída entre 271 e 275 d.C.  — o que acabaria por dar o nome à futura igreja. A primeira Basílica foi mandada construir pelo Imperador Constantino, o imperador que proclamou a liberdade de culto em 313, pondo fim à perseguição contra o cristianismo.  Foi dedicada a S. Paulo e edificada no local onde o "Apóstolo das Gentes" foi sepultado. Na nave central, encontra-se um baldaquino em estilo gótico, sustido por quatro colunas. Sob o altar acha-se uma Arca onde se encontram as gloriosas relíquias de S. Paulo. O sarcófago do Apóstolo, de mármore bruto, situa-se no mesmo local onde o imperador Constantino mandou edificar o primeiro altar.




    No século IV, o Imperador Teodósio decidiu edificar uma obra mais monumental, uma vez que a peregrinação ao local não parava de crescer.
  Em 1823, esta esplêndida Basílica foi destruída por um incêndio. Foi reconstruída, segundo o antigo modelo, nos mesmos alicerces, em 1854 por Pio IX. As cinco naves são sustentadas por oitenta colunas de granito montorfano.



    Tudo na Basílica é magnificente. O pórtico de entrada, com setenta metros por setenta, e com cerca de cento e cinquenta colunas, é impressionante. A porta central feita de bronze com motivos alusivos aos Apóstolos Pedro e Paulo é um deslumbramento. Atrás do pórtico fica um jardim majestoso onde São Paulo, esculpido em mármore, recebe os visitantes com uma espada desembainhada, na clássica representação do apóstolo. A vastidão da nave da Basílica de São Paulo é arrebatadora e um encanto.






    Nesta basílica sobressaem os retratos dos papas. Entre as janelas e as colunas, vê-se uma longa série de medalhões, que representam a série ininterrupta dos Papas até ao Papa Francisco.
  Acima dos retratos papais, ao longo da nave central e do transepto, encontram-se trinta e seis painéis que retratam episódios da vida de São Paulo.










    No exterior, é possível observar ainda alguns restos das ruínas e das decorações do templo antigo.




    Na cidade eterna, vale a pena também divisar o Monumento a Vittorino Emanuelle II, monumento comemorativo da independência italiana. Este monumento é conhecido como o "Bolo de Noiva". Ao centro fica o Altar da Pátria, com a estátua de Roma, aos pés da qual foi colocado, em 1921, o Túmulo do Soldado Desconhecido. Bem perto fica o palácio onde Mussolini fazia os discursos fascistas.






   Outro lugar icónico é a Fontana Di Trevi. Pena estar em obras.


Lugar visitado a 21 e a 28 de agosto de 2014.

quinta-feira, 11 de maio de 2023

NOGUEIRA DE RAMUÍN - ESPANHA 2023, e o Mosteiro de Santo Estêvão de Ribas de Sil…

   Nogueira de Ramuín é um município da província de Ourense, na Galiza, Espanha. Nestas terras, encontra-se um dos conjuntos mais espetaculares do património monumental da Galiza, o Mosteiro de Santo Estêvão de Ribas de Sil.
  O Mosteiro de Santo Estêvão de Ribas de Sil é um antigo mosteiro beneditino embutido nas montanhas da Ribeira Sacra, designação dada a uma área no sudoeste da comunidade autónoma da Galiza, delimitada pelos rios Sil e Minho, que se estende pelo norte da província de Ourense e sul da província de Lugo.



    Este mosteiro beneditino foi reabilitado como estabelecimento hoteleiro e cedido a Paradores de Turismo da Espanha.


    A sua origem remonta ao século VI e está relacionada com São Martinho de Dume, que teve um enclave privilegiado na Ribeira Sacra. No ano 921, o rei da Galiza, Ordonho II, concede uma autorização ao abade Franquila para a reconstrução do mosteiro dedicado ao primeiro mártir do cristianismo, Santo Estêvão.
    Quando a regra de São Bento começou a espalhar-se, este mosteiro apareceu como um dos grandes centros monásticos do Reino da Galiza, após o impulso dado à vida monástica por São Rosendo e sua mãe.
  A fama religiosa de Santo Estêvão ultrapassou fronteiras e tornou-se tão grande que nove bispos, que tiveram que abandonar os seus cargos por causa da invasão sarracena, o escolheram para aqui se recolherem durante os séculos X e XI.





   Na Idade Média, viajantes e peregrinos contavam que entre aquelas paredes aconteceram vários milagres, graças à presença dos anéis de nove santos bispos que se refugiaram no mosteiro até ao fim dos seus dias. Entre as curas atribuídas aos anéis, que estavam guardados num baú de prata, figura a de uma menina cega de nascença e a de um aleijado que estava acamado há mais de um ano.
  No século XV, os restos mortais dos bispos foram desenterrados e depositados nas nove urnas, que ainda hoje se encontram nas laterais do altar-mor da igreja.
  Este facto fez de Santo Estêvão um local de peregrinação. Aqui vinham os fiéis em busca de um milagre e pediam-no aos bispos santos.
 Em homenagem a estes bispos, foi construído, no século XIII, o Claustro dos Bispos, o mais antigo do mosteiro.






    Começou a ser erigido em 1220 como um espaço para exaltar a memória dos nove santos que aqui foram sepultados até à trasladação dos seus corpos para a igreja. É composto por vários estilos arquitetónicos, que compõem um todo harmonioso. Tem dois corpos: o inferior em estilo românico e o superior com transição do gótico para o renascentista.
   Outrora, havia um jardim e uma fonte que adornavam o seu pátio. Esta fonte atualmente adorna a Plaza de Hierro na cidade de Ourense.
  No século XVI dá-se o nascimento da Congregação de San Benito de Valladolid, momento em que Santo Estêvão inicia um processo de transformação que culmina com a construção dos dois claustros renascentistas.
   A fachada do mosteiro é de estilo barroco, construída em 1736. Nela pode ver-se duas imagens de santos da ordem: São Bento e São Vicente. Acima destes, dois escudos. À esquerda, o do mosteiro com as nove mitras que lembram os nove bispos. À direita, o da Congregação de Castela. Finaliza o de Carlos V.





    O visitante entra no mosteiro e depara-se com o Claustro da Portaria, também chamado Claustro dos Cavaleiros. Trata-se de um claustro que tem três corpos, ao contrário dos outros que têm apenas dois, uma vez que o mosteiro está construído em socalcos na direção do rio Sil. Atente-se na janela que ocupa uma das laterais, resultado da restauração do mosteiro.












  Do Claustro da Portaria, acede-se ao Claustro dos Bispos, que juntamente com a igreja, é o mais antigo que se conserva no mosteiro.
  Há ainda outro claustro menor, conhecido como cozinha, pois aqui ficava a cozinha e o refeitório do mosteiro.


    Vale a pena percorrer os claustros de Santo Estêvão e ouvir o silêncio que emerge daquelas paredes encaixadas nas montanhas de Ribeira Sacra…
 



    Lugar visitado a 30 de abril de 2023.

AQUIS QUERQUENNIS - GALIZA - ESPANHA 2023, as ruínas romanas nas margens do Rio do Esquecimento…

     Nas margens do mítico rio Lethes - o rio do Esquecimento - ou Rio Limia, ou em português Rio Lima, Aquis Querquennis foi um important...