Um dos lugares mais emblemáticos da cidade é o seu Palácio Episcopal, obra de Antoni Gaudí. Este célebre arquiteto catalão visitou Astorga em várias ocasiões.
O Palácio Episcopal de Astorga foi construído entre 1889 e 1913 e, atualmente, alberga o Museu dos Caminhos, uma grande referência cultural.
Tudo começou por causa de um incêndio. Em 1886, D. Juan Bautista Grau y Vallespinós tomou posse da diocese de Astorga, passando a residir no antigo palácio episcopal. Porém, no mesmo ano, a 23 de dezembro, um incêndio destruiu-o. Como o cargo de arquiteto diocesano para a construção do novo palácio estava vago, o bispo Grau, natural de Reus, propôs que o seu compatriota, Antonio Gaudí, se encarregasse das obras. Assim, em dezembro de 1888, Gaudí viajou para Astorga para conhecer o local. Em fevereiro de 1989, o Ministério aprovou o projeto e a 24 do mesmo ano, foi lançada a primeira pedra.
Em 1905, o bispo de Astorga, D. Julián de Diego y Alcolea, tentou convencer o grande arquiteto a retomar as obras, mas em vão. É então nomeado arquiteto Ricardo García-Guereta e as obras são concluídas a 12 de outubro de 1913.
Na década de sessenta, o bispo, D. Marcelo González Martín, decide residir definitivamente no Seminário e dedicar o Palácio à sede do Museo de los Caminos, aberto ao público em 1964. Esta denominação deve-se à situação de Astorga, que foi uma encruzilhada de caminhos e Caminho de Santiago.
O Palácio Episcopal, edifício de estilo neogótico, com as características de um castelo, um templo e uma casa senhorial, é constituído por quatro fachadas ladeadas por quatro torres. A principal e as traseiras, com as suas janelas pontiagudas, conferem ao edifício o carácter de um templo gótico. O telhado, feito de ardósia, é delimitado por uma balaustrada contínua de granito.
O Palácio está dividido em quatro pisos. A cave, um espaço totalmente aberto, destinado, inicialmente, ao Arquivo Diocesano, ao Museu Epigráfico e à Adega. Atualmente, alberga um acervo epigráfico, numismático e lapidar.
No piso térreo, há um grande salão central e salas privativas e de trabalho. É exuberante a decoração interior. As nervuras das abóbadas são decoradas com cerâmica vidrada de Jiménez de Jamúz, reminiscente do estilo mudéjar. Os capitéis, as mísulas, onde repousam as nervuras das abóbadas, possuem um ar moçárabe.
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O primeiro andar é dedicado à figura do Bispo com as diferentes dependências que se organizam em torno do magnífico espaço central. O padrão cerâmico vidrado repete-se neste piso ao longo das abóbadas. Aqui, é possível admirar a Capela, a Sala do Trono e a Sala de Jantar de Gala. Os capitéis, em forma de estrela, e os seus vitrais, lembram os da Sainte Chapelle, em Paris.
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O segundo andar foi totalmente executado pelo arquiteto que substituiu Gaudí. Trata-se de um piso muito simples que contrasta bastante com os pisos inferiores.
Os três anjos desenhados por Gaudí para rematar o telhado e que nunca ocuparam o seu lugar estão no jardim.
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Ao lado do Palácio Episcopal, encontra-se a Catedral de Santa Maria de Astorga, outra bela construção que merece ser visitada e admirada. Começou a ser construída no fim do século XV e só foi concluída no século XVIII.
O portal principal, estilo gótico florido com uma abundância de adornos vegetais e anjos, é magnífico.
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