Málaga é uma lindíssima cidade espanhola da Andaluzia. A cidade que viu nascer Pablo Ruiz Picasso é banhada pelo Mediterrâneo e tem uma vida cultural muito interessante.
Em pleno centro histórico, ergue-se imponente a Catedral da Encarnação . Popularmente conhecida como La Manquita , (“maneta”, em português), devido ao facto de a Torre Sul não estar acabada, a Catedral impressiona pela sua monumentalidade e é uma das principais joias do Renascimento espanhol.
A história da Sé Catedral está intimamente relacionada com a Mesquita sobre o que foi construído. A sua origem remonta a 1487, ano em que a cidade de Málaga foi conquistada pelas tropas castelhanas. Foi então nessa época que a Mesquita de Aljama se tornou Catedral, usa-se de cristandade e consagrando-se sob o patrocínio de Santa Maria da Encarnação.
Tem planta em cruz latina composta por três naves de igual altura, embora menos largas nas laterais.
O seu interior encerra uma belíssima riqueza artística. As suas singulares abóbadas de grande altura e a excelente decoração atraem o olhar.
A Capela-Mor é o coração do templo. Aqui, destacam-se a imagem da Virgem e cinco painéis de afrescos com cenas da Paixão de Cristo, da autoria de Cessare Arbasia. Da esquerda para a direita: Jesus diante do Sumo Sacerdote Anás, A Oração no Jardim, A Última Ceia, Jesus diante de Pilatos e A Flagelação. O espaço destinado à Eucaristia é fechado por dois sóbrios púlpitos de mármore vermelho.
O coro de estrutura barroca é soberbo.
Em ambos os lados e na parte
superior encontram-se dois grandes órgãos, que se elevam em três alturas. Sobressaem algumas figuras escultóricas como anjos trombeteiros e alegorias. Aprecie as diversas capelas que se encontram no interior do templo: a Capela da Imaculada Conceição, a Capela do Cristo do Amparo, a Capela de São Julião, a Capela da Virgem do Pilar, entre outras.
Uma paragem de visita obrigatória em
qualquer roteiro em Málaga é o Museu Picasso. Apesar de Pablo Picasso ter
passado a maior parte da sua vida em França, a verdade é que o célebre pintor e
escultor do cubismo nasceu em Málaga.
A coleção do Museu Picasso está
alojada no Palácio Buenavista. Situado no coração do centro histórico da cidade,
bem perto da Catedral, é um esplêndido exemplo da arquitetura andaluza do
século XVI, com uma mistura de elementos renascentistas e mudéjares.
O Palácio Buenavista foi construído
por Diego de Cazalla, tesoureiro da marinha e do exército reais, que participou
na conquista cristã de Málaga em 1487. Foi erguido sobre as ruínas de um
palácio Nasrida.
O Museu Picasso acolhe cerca de oito
décadas de trabalho do pintor. Através de mais de 200 obras, é possível
perceber como o seu traço transformou o mundo da arte: “Aos 13 anos, pintava
como os mestres e aos 90 pintava como uma criança.” A coleção inclui os estilos
e as técnicas que mostram a genialidade do pintor malaguenho.
Vale a pena contemplar a grande
quantidade de obras originais de Picasso e que faz da visita um inegável
prazer. São várias salas com desenhos, pinturas, esculturas e alguns delírios
criativos do artista. Surpreende o quadro "Susana e os Anciãos"
(1955), um óleo sobre tela, obra que tem como referência a belíssima história
bíblica presente no livro do Profeta Daniel. A indolência do solitário corpo feminino que se
espreguiça e crê estar livre dos cobiçosos olhares dos anciãos. Fabuloso!
O local de nascimento de Pablo Ruiz
Picasso também pode ser visitado. Situada
na Plaza de la Merced, no coração do centro histórico de Málaga, a Casa Natal
de Picasso é património oficial desde 1983. Possui uma coleção permanente
composta por obras originais do artista.
O museu encontra-se no primeiro andar
do edifício onde o pintor nasceu. Nas três salas podem ser contemplados
diferentes meios de expressão utilizados por Picasso: cerâmica, gravuras e
livros ilustrados. A coleção é formada por trabalhos do artista que cobrem o
período de 1931 a 1971.
Nesta casa, não passa despercebida
uma belíssima escultura de Nossa Senhora das Dores. O pai de Picasso comprara um molde de
gesso da cabeça de uma deusa grega. Pintou o rosto com grande realismo, colou
sobrancelhas e adicionou lágrimas douradas. Embrulhou os cabelos e os ombros num
pano. Por fim, a cabeça foi colocada sobre uma mesinha do século XVIII, que retocava
periodicamente com tinta brilhante, mudando a cor de acordo com seu humor. É
magnífica!
Bem perto do Museu Picasso e não
muito longe da Casa Natal do pintor, encontra-se uma das adegas mais tradicionais
de Málaga, a "bodega" El Pimpi. Fundada em 1971, o seu nome refere-se
à figura de “Pimpi”, personagem popular de Málaga que ajudava as tripulações e
passageiros dos navios que chegavam ao porto da cidade.
Atualmente, a adega é ponto de
encontro de celebridades locais e visitantes, que recomendam e valorizam este
local como entidade cultural e gastronómica de referência em Málaga. Está dividida
em diferentes salas, cada uma com um ambiente particular que a torna
única. Por aquelas salas
passaram gerações de personalidades notáveis, como a família Picasso, Carmen
Thyssen, Salvador Dalí, Antonio Banderas, a Duquesa de Alba, Agatha Ruiz de la
Prada, Rafael Nadal, entre muitos outros.
Ainda perto do Museu Picasso, fica o antigo
Convento de Santo Agostinho, que será reabilitado para albergar a nova sede da
Biblioteca Pública da cidade. No seu
XIX, este edifício acolheu o arquivo e museu municipais de Málaga. O pai de
Picasso era conservador do museu e, em compensação pelos atrasos salariais,
deixaram que ele tivesse ali o seu atelier de pintura, pois também ele era pintor. Ao lado, fica a Igreja de Santo Agostinho.
Perto da Catedral, fica a Abadia de
Santa Ana, mais conhecida como Abadia Cisterciense. Construída em 1878 por
Jerónimo Cuervo e restaurada em 1990, a Igreja possui um belo coro e tribuna
atrás da capela-mor, um exemplo de arte sacra conventual onde o sinal mais
evidente é a sua fachada simples e luminosa encimada por uma estátua original
de Santa Ana do século XVIII em terracota.
A Alcazaba - de al-Qasba -, que
significa fortaleza urbana, está localizada na encosta do Monte Gibralfaro, na
pequena baía que alberga a cidade de Málaga. A sua posição estratégica levou a
que fosse habitada por civilizações antigas como os fenícios, que se instalaram
no topo da colina por volta de 600 a.C., e os romanos, que também se estabeleceram
na zona. Na encosta sul, foram encontrados vestígios de uma villa romana e na encosta ocidental do
Monte Gibralfaro, um teatro no século I. Durante o período islâmico, a Alcazaba
serviu de fortificação, tornando-se, posteriormente, palácio-fortaleza e sede
do governo da cidade.
Não muito longe do Castelo, o
Miradouro de Gibralfaro oferece vistas inigualáveis sobre a cidade de Málaga, incluindo
a praça de touros, o porto comercial e o centro histórico.
Vale a pena visitar Málaga, a capital da
Costa del Sol.
Lugar visitado a 2 de setembro de
2023.




























































































































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