Sortelha é uma aldeia beirã que pertence ao município do Sabugal, distrito da Guarda, e é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal. Recebeu Carta de Foral em 1228, concedida pelo rei D. Sancho II, e voltou a beneficiar das atenções reais, recebendo novo foral em 1510 com D. Manuel I, que incentivou o seu repovoamento e o seu desenvolvimento económico.
Depois de se atravessar a Porta da Vila, que se rasga as muralhas a nascente, está-se no Largo do Corro, onde se ergue, imponente, um Lódão, uma árvore secular.
Seguindo pela Rua da Fonte, por entre o casario de pedra, deparamo-nos, do lado direito, com a Casa da Janela Manuelina.
Esta rua leva o visitante até ao Largo do Pelourinho, o antigo centro político da vila, onde se encontra a antiga Casa da Câmara - que funcionava no piso superior - e Cadeia - que ficava no piso inferior, o Pelourinho - erigido sob a tutela do Rei Venturoso e que data dos inícios do século XVI - e a entrada do Castelo.
Acede-se ao Castelo através da Porta do Castelo. Construído nos inícios do século XIII, o Castelo ergue-se num ponto alto e de fácil defesa. Sobre a porta de entrada, existe uma Varanda de Pilatos com matacães, uma estrutura saliente com abertura na parte inferior para observar ou atacar o inimigo. Deste lugar, foram lançados projéteis, pedras, água e óleo a ferver aos atacantes. No seu interior, encontra-se a Torre de Menagem e uma Cisterna.
Bem perto do Largo do Pelourinho, fica o Largo da Igreja. Trata-se da Igreja Matriz, uma igreja renascentista de 1573, cujo orago é Nossa Senhora das Neves. Esta igreja possui uma nave única. O portal principal, de natureza renascentista, é caracterizado por arco pleno, pilastras caneladas, capitel de inspiração jónica e esferas armilares. No interior, na parede lateral da capela-mor, existe uma imagem gótica de Nossa Senhora das Neves com o menino ao colo. Ao lado da entrada lateral, num nicho, encontra-se a imagem de Santa Filomena.
Frente à fachada principal da igreja matriz, encontra-se a Torre Sineira ou Campanário, sendo um dos poucos locais em que a torre dista alguns metros da igreja.
Também vale a pena admirar os passos da Via Sacra transmitidos ao longo da aldeia. São constituídos por um nicho de lintel reto, com pilastras dos lados, e apoiados numa mesa.
Sortelha é uma aldeia onde os ponteiros da Torre do Relógio parecem ter parado, o cenário ideal para se recuar no tempo, uma paisagem intemporal. Vale a pena percorrer as suas ruas e ruas calcetadas, apreciar o casario de granito e tentar imaginar o que estas pedras têm para contar… Se tiver sorte, pode ainda admirar e conhecer algumas tradições, como cozer pão na pedra ou contemplar a fazedora de queijo artesanal, e saborear um delicioso pão com queijo e chouriço ou beber um café feito num pote…
Do lado oposto da igreja matriz, atrás da Casa da Câmara, há uma escultura de relativa modernidade, mas que não destoa do conjunto das pedras de Sortelha. Trata-se de um elefante em granito. Nesta localidade, ocorre uma das passagens da história “A Viagem do Elefante”, de José Saramago. O paquiderme Salomão, presente do rei João III de Portugal ao seu primo Maximiliano da Áustria, também passa em Sortelha.
Sortelha mantém o seu legado medieval, o seu belo casario de pedra aninhado à sombra da altaneira torre de menagem do Castelo. Um encanto!
Esta rua leva o visitante até ao Largo do Pelourinho, o antigo centro político da vila, onde se encontra a antiga Casa da Câmara - que funcionava no piso superior - e Cadeia - que ficava no piso inferior, o Pelourinho - erigido sob a tutela do Rei Venturoso e que data dos inícios do século XVI - e a entrada do Castelo.
Acede-se ao Castelo através da Porta do Castelo. Construído nos inícios do século XIII, o Castelo ergue-se num ponto alto e de fácil defesa. Sobre a porta de entrada, existe uma Varanda de Pilatos com matacães, uma estrutura saliente com abertura na parte inferior para observar ou atacar o inimigo. Deste lugar, foram lançados projéteis, pedras, água e óleo a ferver aos atacantes. No seu interior, encontra-se a Torre de Menagem e uma Cisterna.
Bem perto do Largo do Pelourinho, fica o Largo da Igreja. Trata-se da Igreja Matriz, uma igreja renascentista de 1573, cujo orago é Nossa Senhora das Neves. Esta igreja possui uma nave única. O portal principal, de natureza renascentista, é caracterizado por arco pleno, pilastras caneladas, capitel de inspiração jónica e esferas armilares. No interior, na parede lateral da capela-mor, existe uma imagem gótica de Nossa Senhora das Neves com o menino ao colo. Ao lado da entrada lateral, num nicho, encontra-se a imagem de Santa Filomena.
Frente à fachada principal da igreja matriz, encontra-se a Torre Sineira ou Campanário, sendo um dos poucos locais em que a torre dista alguns metros da igreja.
Também vale a pena admirar os passos da Via Sacra transmitidos ao longo da aldeia. São constituídos por um nicho de lintel reto, com pilastras dos lados, e apoiados numa mesa.
Sortelha é uma aldeia onde os ponteiros da Torre do Relógio parecem ter parado, o cenário ideal para se recuar no tempo, uma paisagem intemporal. Vale a pena percorrer as suas ruas e ruas calcetadas, apreciar o casario de granito e tentar imaginar o que estas pedras têm para contar… Se tiver sorte, pode ainda admirar e conhecer algumas tradições, como cozer pão na pedra ou contemplar a fazedora de queijo artesanal, e saborear um delicioso pão com queijo e chouriço ou beber um café feito num pote…
Do lado oposto da igreja matriz, atrás da Casa da Câmara, há uma escultura de relativa modernidade, mas que não destoa do conjunto das pedras de Sortelha. Trata-se de um elefante em granito. Nesta localidade, ocorre uma das passagens da história “A Viagem do Elefante”, de José Saramago. O paquiderme Salomão, presente do rei João III de Portugal ao seu primo Maximiliano da Áustria, também passa em Sortelha.
Sortelha mantém o seu legado medieval, o seu belo casario de pedra aninhado à sombra da altaneira torre de menagem do Castelo. Um encanto!
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