Roma é a capital e a maior cidade de Itália. Fundada por Rómulo, de acordo
com a tradição, foi edificada em 753 a.C. sobre sete colinas e rodeada pela
Muralha Aureliana.
A maior cidade do
Lácio está situada na costa oeste da península itálica, próximo do mar de
Tirreno, nas margens do rio Tibre. É nas margens deste rio que se situa o centro
histórico e onde se encontram os monumentos mais significativos da Roma Antiga.
Erguido no coração
arqueológico da cidade, o Anfiteatro Flaviano, mais conhecido como Coliseu de
Roma, foi construído no século I d.C. a mando dos imperadores da dinastia
flaviana e abrigou, até o final da antiguidade, grandes espetáculos, como os
famosos jogos de gladiadores. O Coliseu é o símbolo das glórias do império e da
grandeza e do poder de Roma.
Junto ao Coliseu, encontra-se
o maior e o mais célebre arco do triunfo romano, o Arco de Constantino. Este
arco celebra o triunfo do imperador Constantino sobre Magêncio ou Maxêncio,
ocorrido a 28 de outubro de 312 d.C., após a batalha da ponte Mílvia, uma das
várias pontes sobre o rio Tibre. A inscrição central no arco relata que o monumento
foi solenemente dedicado pelo Senado ao imperador em memória daquele triunfo.
Nas faces principais e
nas laterais, alternam-se relevos da época de Trajano, Adriano, Marco Aurélio e
de Constantino.
Antiga acrópole de
Roma, o Capitólio ou Monte Capitolino é uma das sete colinas sobre as quais foi
fundada a cidade de Roma. O Capitólio era um dos lugares de maior importância da
cidade. Atualmente, é sede da municipalidade da cidade.
No século XVI, Miguel Ângelo reconstruiu a colina. Os
inúmeros e largos degraus da Cordonata, a elegante escadaria projetada pelo singular
artista, no século XVI, para a entrada triunfal de Carlos V em 1536, dão acesso
à colina do Capitólio. No cimo da escadaria, encontram-se duas estátuas, uma de
Castor e outra de Pólux, os irmãos gémeos, filhos da mesma mãe, mas não do
mesmo pai. Ao fundo, está o Palácio Senatório, o Palácio do Senado, sede
do governo municipal de Roma. Ao lado, o Museu Capitolino. No século XVI, foi
colocada uma cópia da magnífica estátua equestre do Imperador Marco Aurélio no
centro desta praça. Também nesta praça, projetada por Miguel Ângelo, existe uma
escultura de bronze da famosa loba a amamentar os gémeos de origem etrusca,
Rómulo e Remo. Trata-se de uma réplica. A loba original bem como a verdadeira estátua
equestre do Imperador Marco Aurélio encontram-se no museu. No Capitólio, é
possível vislumbrar várias vezes a seguinte sigla SPQR (Senatus Populusque Romanus - o Senado é o Povo Romano).
Descendo pela direita
do Palácio Senatório e, num varandim junto ao Tabularium, pode-se apreciar o Fórum Romano, o centro nevrálgico da
antiga Roma. Aqui foram erguidos os edifícios públicos mais importantes da urbe.
Era aqui que se desenrolava a vida pública e religiosa da cidade. No Fórum Romano, erguem-se vários tempos, como o
Templo de Saturno, com oito colunas jónicas de granito, o Templo de Castor e
Pólux, o Templo de Vesta, bem como o Arco de Tito, o Arco de Severo Sétimo, a
Cúria - local onde se reunia o senado para tomar decisões administrativas - o Tabularium - o principal repositório de registos da Roma Antiga - , a Via Sacra, e ao fundo o Coliseu…
Basílica de S. Paulo
Fora de Muros ou Extramuros na Via Ostiense
Esta Basílica é uma
das quatro basílicas papais de Roma, juntamente com a Basílica de São João de
Latrão, a Basílica de Santa Maria Maior e a Basílica de São Pedro. Trata-se da maior basílica de Roma, com 135
metros de comprimento, 65 de largura e 30 de altura. A maior do mundo é a de S.
Pedro, no Vaticano. É uma das propriedades extraterritoriais da Santa Sé em
território italiano e fora do Vaticano, localizada na via Ostiense, isto é, o
território da basílica faz parte da Santa Sé e a Itália está legalmente
obrigada a reconhecer a soberania papal no local. Uma das quatro Portas Santas
encontra-se neste belíssimo templo.
A Basílica de S. Paulo
Fora de Muros foi construída no local da execução e sepultamento de Paulo, na
época um cemitério em uso desde os tempos da República Romana, uma área muito
afastada de Roma. Tão afastada que, 200 anos depois, ainda ficaria fora da
Muralha Aureliana, construída entre 271 e 275 d.C. — o que acabaria por dar o nome à futura
igreja. A primeira Basílica foi mandada construir pelo Imperador Constantino, o
imperador que proclamou a liberdade de culto em 313, pondo fim à perseguição
contra o cristianismo. Foi dedicada a S.
Paulo e edificada no local onde o "Apóstolo das Gentes" foi sepultado.
Na nave central, encontra-se um baldaquino em estilo gótico, sustido por quatro
colunas. Sob o altar acha-se uma Arca onde se encontram as gloriosas relíquias
de S. Paulo. O sarcófago do Apóstolo, de mármore bruto, situa-se no mesmo local
onde o imperador Constantino mandou edificar o primeiro altar.
No século IV, o
Imperador Teodósio decidiu edificar uma obra mais monumental, uma vez que a
peregrinação ao local não parava de crescer.
Em 1823, esta esplêndida
Basílica foi destruída por um incêndio. Foi reconstruída, segundo o antigo
modelo, nos mesmos alicerces, em 1854 por Pio IX. As cinco naves são sustentadas
por oitenta colunas de granito montorfano.
Tudo na Basílica é magnificente.
O pórtico de entrada, com setenta metros por setenta, e com cerca de cento e
cinquenta colunas, é impressionante. A porta central feita de bronze com
motivos alusivos aos Apóstolos Pedro e Paulo é um deslumbramento. Atrás do pórtico fica um jardim majestoso
onde São Paulo, esculpido em mármore, recebe os visitantes com uma espada
desembainhada, na clássica representação do apóstolo. A vastidão da nave da
Basílica de São Paulo é arrebatadora e um encanto.
Nesta basílica sobressaem os retratos dos papas. Entre as
janelas e as colunas, vê-se uma longa série de medalhões, que representam a
série ininterrupta dos Papas até ao Papa Francisco.
Acima dos retratos papais, ao longo da nave central e do
transepto, encontram-se trinta e seis painéis que retratam episódios da vida de
São Paulo.
No exterior, é possível observar ainda alguns restos das ruínas
e das decorações do templo antigo.
Na cidade eterna, vale a pena também divisar o Monumento a Vittorino Emanuelle II, monumento comemorativo da independência italiana. Este monumento é conhecido como o "Bolo de Noiva". Ao centro fica o Altar da Pátria, com a estátua de Roma, aos pés da qual foi colocado, em 1921, o Túmulo do Soldado Desconhecido. Bem perto fica o palácio onde Mussolini fazia os discursos fascistas.
Outro lugar icónico é a Fontana Di Trevi. Pena estar em
obras.
Lugar visitado a 21 e a 28 de agosto de 2014.
Sem comentários:
Enviar um comentário