O Rio Tinto nasce perto de Nerva, na província espanhola de Huelva e desagua no Rio Odiel, cem quilómetros a sul, na Ria de Huelva, bem perto do Atlântico.
Trata-se de um curso de água que se espraia em cores que vão alterando, douradas, acastanhadas e avermelhadas, ao longo do seu caudal. Esta sua coloração deve-se à decomposição de minerais que contêm sulfetos de metais pesados, como o cobre e o ferro, e que podem ser encontrados em depósitos ao longo do rio.
Apesar de a água ser ácida, descobriu-se que há algas e fungos a habitar este rio peculiar. Estudos revelaram a presença de alguns microorganismos, razão que levou a NASA a escolher este local para estudar possíveis semelhanças com o ambiente do planeta Marte.
Vale a pena desfrutar da paisagem e seguir o curso do Rio Tinto num comboio do século XIX. Outrora, este era utilizado como ferramenta de trabalho, e os trilhos conectavam-se diretamente com o Porto de Huelva. A locomotiva a vapor, com vagões de madeira, percorre cerca de 22 quilómetros (ida e volta) junto ao leito do rio vermelho. A viagem é a melhor forma de conhecer esta paisagem árida, mas deslumbrante. A meio há uma paragem. O visitante pode sair, aproximar-se do leito, molhar as mãos e tirar algumas fotografias para mais tarde recordar...
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Lugar visitado a 27 de julho de 2009.
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