terça-feira, 25 de outubro de 2022

QUELUZ - PORTUGAL 2022, e o seu "Versailles" português…


    Queluz é uma cidade portuguesa que faz parte do município de Sintra e pertence à área metropolitana de Lisboa.
    O ícone da cidade de Queluz é o seu palácio, uma construção inspirada no famoso Palácio de Versalhes. Construído em 1747, é um exemplar arquitetónico de excelência e ilustra os ambientes e as vivências da corte portuguesa na segunda metade do século XVIII e início do XIX.


    O Palácio Nacional de Queluz serviu de residência oficial da Família Real no final do século XVIII e é um dos últimos grandes palácios da Europa criado em estilo Rococó.


    Após o incêndio da Real Barraca da Ajuda, também conhecida como Paço de Madeira, (Palácio da Ajuda) em 1794, onde a Família Real vivia desde o terramoto de 1755, o Palácio de Queluz torna-se a residência oficial da rainha D. Maria I, e, posteriormente, dos príncipes regentes, D. João VI e D. Carlota Joaquina. É habitado até à partida da Família Real para o Brasil, aquando das invasões francesas, em 1807, um dia antes da entrada das tropas napoleónicas em Lisboa. 
   Em 1821, D. João VI regressa a Portugal, mas o palácio só volta a ser habitado pela rainha D. Carlota Joaquina, acusada de conspirar contra o marido. Os filhos, D. Miguel e D. Pedro IV de Portugal também residiram no palácio: D. Miguel, enquanto rei e durante o período da guerra, na qual confrontou o seu irmão D. Pedro IV. D. Pedro vence a guerra, mas, por se encontrar doente, abdica do trono de Portugal a favor da sua filha, D. Maria II. É neste palácio, no quarto D. Quixote onde nascera há 36 anos, que D. Pedro IV acaba por morrer, vítima de tuberculose.
   Anos mais tarde, em 1910, o Palácio Nacional de Queluz foi classificado como Monumento Nacional.
  A partir de 1957, o Pavilhão D. Maria I, ala nascente deste palácio, passou a ter funções de residência dos Chefes de Estado estrangeiros em visita oficial a Portugal.
   Este Paço, que muitos conheceram como palácio cor-de-rosa, foi alvo de alguns restauros e voltou ao seu azul original.
   Desde 2012 que a "Parques de Sintra" assume a gestão do monumento, integrado na Rede de Residências Reais Europeias.
    No seu interior, é possível percorrer os espaços de festas, de devoção e os aposentos privados. A talha dourada, o "papier maché", as paredes forradas com espelhos ou pinturas, os candelabros cintilantes, bem como o acervo exposto, proveniente na sua maioria das coleções reais, refletem os ambientes e o espírito refinado dos tempos áureos do Palácio.

























    Uma escadaria - a Escadaria dos Leões - liga o Palácio Real ao grandioso Canal de Azulejos, um extenso lago artificial decorado com grandes painéis de azulejos que representam portos de mar. Neste canal, os membros da Família Real passeavam de gôndola enquanto ouviam música.








    Vale bem a pena a visita ao Palácio e desfrutar de um passeio pelos seus magníficos jardins!






  Lugar visitado a 18 de abril de 2022.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

PALERMO - SICÍLIA 2017, e a joia que os árabes e os normandos lá deixaram…

    Palermo é a capital da Sicília, a ilha que parece pontapeada pelo pé da bota. Banhada pelas águas azuis do Mediterrâneo, a cidade de Palermo tem um riquíssimo centro histórico.



    O destaque vai para o Palácio dos Normandos (Palazzo dei Normanni) e a sua Capela Palatina, um enorme edifício, também conhecido como Palácio Real, construído pelos árabes no IX e, mais tarde, ampliado pelos normandos, que o converteram numa sumptuosa morada real. Ao longo dos séculos, este palácio sofreu bastantes modificações. A partir de 1947, passou a ser a sede do Parlamento Regional Siciliano. O salão de Hércules é o local onde os deputados da Assembleia Regional da Sicília se reúnem. Tem o nome das pinturas que retratam o ciclo dedicado ao herói mitológico grego, Hércules. 











  Não obstante, a joia do Palácio Real é, efetivamente, a Capela Palatinaconsiderada como a mais representativa expressão da arte normanda na capital siciliana. Edificada a partir de 1130, consagrada em 1140, a Capela Palatina tem três naves e é dedicada a São Pedro.
   As três naves são separadas por pilares em granito e mármore cipolino com capitéis que suportam uma estrutura de arcos ogivais. A cúpula, erguida sobre as três absides do santuário, é esplêndida, e o interior da Capela é de cortar a respiração.
   A parte decorativa sobressai pela extraordinária beleza dos mosaicos bizantinos que adornam e decoram o transepto, as absides e a cúpula. As decorações, algumas das mais importantes da Sicília, representam, entre outras, a bênção de Cristo, os evangelistas e várias cenas bíblicas.
    O elemento que torna a Capela Palatina singular é o teto, na nave central, com muqarnas de madeira (sucessão de nichos geométricos, campos de estrelas) pintadas com figuras de animais, plantas, motivos geométricos e florais. Obra de artesãos árabes, constitui o maior complexo de pintura islâmica da Idade Média que sobreviveu.









    No centro da cúpula está o rosto de Cristo Pantocrator (o Todo-poderoso) com a mão direita levantada enquanto a esquerda segura os Evangelhos. Cristo está rodeado pelos quatro arcanjos (Miguel, Gabriel, Rafael e Uriel) e por quatro anjos e, nos nichos dos cantos, pelos quatro evangelistas (São Mateus, São Marcos, São Lucas e São João). Cristo aparece majestosamente a abençoar. Uma obra do mais puro estilo bizantino.
    Nas naves laterais, os temas reproduzem a vida de São Pedro e São Paulo.
   Segundo Guy de Maussant, um grande escritor francês, trata-se de "a mais bela do mundo, a joia religiosa mais preciosa sonhada pela mente humana e executada pela mão de um artista".
 











    Um outro ícone da cidade de Palermo é a Praça Vigliena .
    A rua Vittorio Emanuele e a rua Maqueda, as duas principais vias da cidade, encontram-se e formam Quattro Canti, as quatro esquinas mais famosas de Palermo. Este emblemático cruzamento, conhecido como a Piazza Vigliena é um dos locais mais emblemáticos da cidade.
   Trata-se de uma praça octogonal: quatro lados são edifícios barrocos e quatro lados são as ruas. As fachadas dos edifícios contêm fontes com estátuas que representam as quatro estações, os quatro reis espanhóis da Sicília e as quatro patronas de Palermo. Cada fachada é composta por três níveis de altura. Cada nível possui um estilo arquitetónico diferente. No piso térreo, as decorações florais e as alegorias das quatro estações do ano representam a ordem natural. No primeiro andar das fachadas, a presença dos reis simboliza a ordem social que se sobrepõe à ordem natural. No segundo andar, as quatro patronas (Santa Águeda, Santa Cristina, Santa Ninfa e Santa Oliva) representam a ordem divina que rege a ordem social.










 
    Muito perto, fica a Praça Pretória, com uma fonte com o mesmo nome, mas também chamada "a Fonte da Vergonha". Existem pelo menos duas versões que pretendem explicar este nome. Uma diz respeito à nudez das estátuas que causou escândalo na época, pois eram expostos nus junto ao Mosteiro e à clausura das irmãs de Santa Catarina. A igreja Santa Catarina de Alexandria, com uma fachada em estilo renascentista ali ao lado, é um maravilhoso complexo arquitetónico.
    Outra versão prende-se com os valores avultados que o Senado de Palermo, numa época de grande pobreza e fome, pagou pela compra das estátuas, uma "vergonha".
    Quanto às figuras elegantes, elas representam divindades mitológicas.
 






    Bem perto encontra-se a Catedral de Palermo. Dedicada a Nossa Senhora de Assunção, é um dos edifícios mais antigos do centro histórico da cidade.












     Na Praça Giuseppe Verdi, fica uma das casas de ópera mais famosas do mundo, o Teatro Massimo.
     Inaugurado no final do século XIX,  batizado em homenagem ao imperador Vittorio Emanuele II, considerado “pai da pátria”, o Teatro Massimo continua em funcionamento e recebe óperas de renome mundial.    







    Uma outra sala de espetáculos em Palermo é o Teatro Politeama Garibaldi , na Praça Ruggero Settimo.

    Outro exemplo da presença árabe nesta ilha italiana é a igreja de São João dos Eremitas. Construída no lugar de um antigo mosteiro, bem perto do Palácio Real, a igreja é um exemplo típico da arquitetura muçulmana realizada pelos árabes que habitaram Palermo.


    Vale a pena visitar esta riquíssima cidade mediterrânea.
    Lugar visitado a 21 de agosto de 2017.



AQUIS QUERQUENNIS - GALIZA - ESPANHA 2023, as ruínas romanas nas margens do Rio do Esquecimento…

     Nas margens do mítico rio Lethes - o rio do Esquecimento - ou Rio Limia, ou em português Rio Lima, Aquis Querquennis foi um important...