Com montanhas imponentes e desfiladeiros colossais, com vales surpreendentes e lagos azuis, com miradouros maravilhosos e paisagens soberbas, o Parque Nacional dos Picos da Europa é um paraíso natural que se situa no norte de Espanha, na parte central da Cordilheira Cantábrica e se estende pelas províncias de Castela e Leão, da Cantábria e das Astúrias.
Antes de chegar a Covadonga, o coração das Astúrias, é imperioso parar em Cangas de Onís, a porta de entrada para os Picos da Europa.
Cangas de Onís fica no meio do vale formado pelos rios Sella e Güeña e o monumento mais emblemático é a ponte romana que atravessa o rio sella, declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931, e que sustenta a Cruz da Vitória, a emblemática cruz com os símbolos Alfa e Ômega, a primeira e a última letras do alfabeto grego, que simbolizam o princípio e o fim: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, o que Foi, o que É, e o que será. O Todo-poderoso" (Apocalipse 1:8). Segundo a lenda, esta é a cruz que Pelágio levou consigo na batalha de Covadonga.
A Cruz original está guardada na Câmara Santa da Catedral de São Salvador de Oviedo.
Cangas de Onís dista cerca de nove quilómetros de Covadonga, onde a basílica se ergue imponente num bosque autóctone e onde, numa abertura da montanha, se encontra a Cueva da Virgem.
Covadonga é o lugar onde se iniciou a Reconquista. Com a ajuda da Virgem de Covadonga - La Santina - Pelágio e os seus homens conseguiram fazer recuar as tropas islâmicas.
Aqui aconteceu a Batalha de Covadonga. Perante a ocupação da Península Ibérica por parte dos muçulmanos, os visigodos refugiaram-se no norte da península, na região das Astúrias, uma autêntica fortaleza natural. Segundo a tradição, depois da vitória de Pelágio em Covadonga, em 722, organizou-se o reino das Astúrias.
A basílica, um edifício de estilo neorromânico, com duas torres altas que ladeiam a entrada principal, é um grande lugar de culto e peregrinação. Ao lado, encontra-se a estátua do rei Pelágio.
Encrustada na rocha, está La Cueva, a gruta sagrada que alberga a imagem da Virgem, La Santina.
A subida pode ser feita pela escadaria das "promessas" ou através do túnel que entra na montanha a partir do Santuário. Sobre o dintel da porta de ferro forjado que comunica com as escadas, há uma legenda que diz: "Aqui, em nome da mãe de Deus, entre as rochas, nos picos, surgiu a Espanha".
La Santina assenta num pedestal de pedra. Está no alto para ser vista por todos, desde os montes ao povoado. As suas vestes são de seda e ouro.
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Quem se desloca a Covadonga, não pode deixar de subir um pouco mais, aos lagos de Covadonga.
Enol e Ercina, os famosos lagos de Covadonga, têm origem glacial, ficam em pleno Parque Nacional dos Picos da Europa e aparecem como uma miragem na montanha. O lago Enol situa-se numa bacia entre duas cadeias de montanhas, a onze quilómetros de Covadonga. Diz uma lenda que a Virgem peregrina neste lugar deixou cair uma lágrima e dela nasceu a esmeralda de Enol. O lago Ercina dista um quilómetro do lago Enol.
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A paisagem é admirável. Na vasta e fértil planície, veem-se cavalos selvagens, cabras saltitantes, rebanhos, bois com pelo alaranjado que dão luz à paisagem. Nesta verde calmaria, é maravilhoso ouvir o som dos sinos das vagas em liberdade.
Uma vez nas Astúrias, vale a pena visitar Potes, um vilarejo da Cantábria, e subir a Fuente Dé.
Potes situa-se no centro da região de Liébana, uma zona rodeada de montanhas espetaculares e onde confluem rios e arroios.
Potes é também famosa pelo seu orujo, uma bebida típica.
Fuente Dé fica a 23 quilómetros de Potes, em pleno coração dos Picos da Europa.
O Teleférico Fuente Dé leva-nos a uma altitude de 1.823 metros em apenas 4 minutos. Da estação superior, é possível vislumbrar os majestosos picos do Maciço Central. A vista é deslumbrante, pois a paisagem é de uma imensa beleza. Vale a pena!
Lugar visitado a 26 de fevereiro de 2017.