terça-feira, 27 de setembro de 2022

COSTA AMALFITANA - ITÁLIA 2014, cinquenta quilómetros de deslumbramento…

    A Costa Amalfitana é uma famosa estrada costeira, no litoral sul da Itália, na província de Salerno, na região da Campânia, um verdadeiro paraíso do Mar Tirreno.



    Percorrer este "Divino Litoral" de 50 quilómetros - Património Mundial da Unesco - é maravilhar-se com vilarejos escavados em montanhas escarpadas, que parecem abraçar o mar; é extasiar com penedias que formam autênticas esculturas sobre as águas; é deliciar-se com vinhedos plantados nas colinas e com pomares de limoeiros ao pé dos penhascos.










    Esta sinuosa estrada costeira que fica no "peito do pé da bota" e que liga Sorrento a Vietri sul Mare (Strada Statale 163) foi declarada Património Mundial da UNESCO em 1997. Positano, Praiano, Ravello, Amafi, Vietri sul Mare são alguns dos lugares que fazem parte desta costa arrebatadora.
    Amalfi é o epicentro da Costa Amalfitana e foi ela quem lhe deu o nome.    
   Em Amalfi, é obrigatório visitar a Catedral de Santo André, na "Piazza del Duomo", junto à praça Flavio Gioia, a praça principal da cidade. Trata-se de uma catedral do século IX, em estilo normando e árabe, que guarda na sua cripta os restos de Santo André.




    A escadaria, com sessenta e dois degraus, conduz-nos ao átrio, onde uma soberba porta de bronze fundida em Constantinopla em 1066 dá acesso à igreja.



    Ao lado da Catedral, ergue-se o belíssimo campanário, em estilo árabe, com uma cúpula feita com mármore e uma cerâmica colorida muito comum nesta região. Conserva a sua estrutura original e servia como torre de defesa e aviso em caso de ataques.


    Amalfi foi uma das maiores potências marítimas da era medieval, assim como Veneza, Pisa e Génova.
    É  também famosa pelos sfusati de limono , um limão de casca grossa, polpa suculenta e de um amarelo intenso.



    A bebida tradicional é o limoncelo. 
    Um lugar a percorrer pelo menos uma vez na vida!
    Lugar visitado em 24 de agosto de 2014.
 
                         

sábado, 24 de setembro de 2022

SANTORINI - GRÉCIA 2018, a ilha que os deuses pintaram de azul e branco…

     Santorini (Σαντορίνη) é uma ilha grega no extremo sul do arquipélago das Cíclades, no Mar Egeu.


   Com as suas casas brancas com cúpulas azuis e com uma luminosidade única, a ilha presenteia-nos com paisagens ímpares.
    Segundo a mitologia, a ilha de Santorini foi criada quando um dos argonautas da expedição de Jasão, Eufemo, lançou um pedaço de terra, que lhe foi dado por Tritão, no Mar Mediterrâneo. A partir de então, a ilha recebeu o nome de Caliste, que no clássico significa "a mais bela", e passou a ser a morada dos que descenderam de Eufemo. De facto, trata-se de uma belíssima ilha. Mais tarde, passou a ser chamada de Thera ou Thira.




    A capital da ilha é Fira, que deriva o seu nome de uma pronúncia alternativa de Thira, o antigo nome da ínsula. 

    Thira (ou Fira) fica num penhasco e possui uma vista incrível da caldeira vulcânica. É aqui que se encontra a estação de teleférico que dá acesso ao antigo porto de Santorini. Outrora, este só poderia ser alcançado pelos degraus sinuosos de Fira. Os habitantes utilizavam as mulas para transportar as mercadorias e os produtos para cima e para baixo. Hoje, as azémolas são usadas principalmente para manter viva a tradição e fornecer aos turistas uma forma alternativa para subir e descer do porto velho para Fira ou vice-versa.








    Um cenário imperdível quando se visita Santorini é Oia. Localizada na ponta noroeste da ilha, Oia, com as casas caiadas de branco encravadas na montanha, com flores por todo o lado e com diversas igrejas com o seu domo azul, é um postal deslumbrante. É impossível ficar indiferente à majestosidade desta paisagem.











    Contemplar os terraços brancos em socalcos de onde sobressaem as abóbadas de azul-turquesa num contraste perfeito entre a candura e o brilhante do céu e o índigo do mar, e apreciar os miradouros com os sinos emblemáticos é uma visão indescritível.
    Em Oia, na praça principal, encontra-se a igreja ortodoxa Panagia de Platsani, um edifício branco construído em planta quadrada, com cinco cúpulas, a maior pintada de azul. A fachada tem várias janelas em arco e possui uma torre sineira em forma de pirâmide com seis sinos. Por cima da porta de entrada, há um mosaico com a imagem da Virgem Maria.    






    A igreja foi originalmente construída dentro do Castelo de Oia. Em 1956, foi transferida para o local atual. Segunda a lenda, a imagem da Virgem Maria, encontrada por um pescador que a levara para o Castelo, aparecia constantemente naquele local. Reza ainda a lenda que o pescador ouviu uma voz que lhe pediu que construísse uma igreja virada para o mar.
    Santorini, um lugar maravilhoso pintado de azul e branco...
    Lugar visitado a 8 de agosto de 2018.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

COVADONGA - ASTÚRIAS - ESPANHA 2017 e o começo de um REINO CRISTÃO…

   Com montanhas imponentes e desfiladeiros colossais, com vales surpreendentes e lagos azuis, com miradouros maravilhosos e paisagens soberbas, o Parque Nacional dos Picos da Europa é um paraíso natural que se situa no norte de Espanha, na parte central da Cordilheira Cantábrica e se estende pelas províncias de Castela e Leão, da Cantábria e das Astúrias.



    Antes de chegar a Covadonga, o coração das Astúrias, é imperioso parar em Cangas de Onís, a porta de entrada para os Picos da Europa. 
    Cangas de Onís fica no meio do vale formado pelos rios Sella e Güeña e o monumento mais emblemático é a ponte romana que atravessa o rio sella, declarada Monumento Histórico-Artístico em 1931, e que sustenta a Cruz da Vitória, a emblemática cruz com os símbolos Alfa e Ômega, a primeira e a última letras do alfabeto grego, que simbolizam o princípio e o fim: "Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor Deus, o que Foi, o que É, e o que será. O Todo-poderoso" (Apocalipse 1:8). Segundo a lenda, esta é a cruz que Pelágio levou consigo na batalha de Covadonga.
    A Cruz original está guardada na Câmara Santa da Catedral de São Salvador de Oviedo.


    Cangas de Onís dista cerca de nove quilómetros de Covadonga, onde a basílica se ergue imponente num bosque autóctone e onde, numa abertura da montanha, se encontra a Cueva da Virgem.





    Covadonga é o lugar onde se iniciou a Reconquista. Com a ajuda da Virgem de Covadonga - La Santina - Pelágio e os seus homens conseguiram fazer recuar as tropas islâmicas.
    Aqui aconteceu a Batalha de Covadonga. Perante a ocupação da Península Ibérica por parte dos muçulmanos, os visigodos refugiaram-se no norte da península, na região das Astúrias, uma autêntica fortaleza natural. Segundo a tradição, depois da vitória de Pelágio em Covadonga, em 722, organizou-se o reino das Astúrias.
    A basílica, um edifício de estilo neorromânico, com duas torres altas que ladeiam a entrada principal, é um grande lugar de culto e peregrinação. Ao lado, encontra-se a estátua do rei Pelágio. 





    Encrustada na rocha, está La Cueva, a gruta sagrada que alberga a imagem da Virgem, La Santina.
    A subida pode ser feita pela escadaria das "promessas" ou através do túnel que entra na montanha a partir do Santuário. Sobre o dintel da porta de ferro forjado que comunica com as escadas, há uma legenda que diz: "Aqui, em nome da mãe de Deus, entre as rochas, nos picos, surgiu a Espanha".





    La Santina assenta num pedestal de pedra. Está no alto para ser vista por todos, desde os montes ao povoado. As suas vestes são de seda e ouro.




        Quem se desloca a Covadonga, não pode deixar de subir um pouco mais, aos lagos de Covadonga.      
      Enol e Ercina, os famosos lagos de Covadonga, têm origem glacial, ficam em pleno Parque Nacional dos Picos da Europa e aparecem como uma miragem na montanha. O lago Enol situa-se numa bacia entre duas cadeias de montanhas, a onze quilómetros de Covadonga. Diz uma lenda que a Virgem peregrina neste lugar deixou cair uma lágrima e dela nasceu a esmeralda de Enol. O lago Ercina dista um quilómetro do lago Enol.
    






    A paisagem é admirável. Na vasta e fértil planície, veem-se cavalos selvagens, cabras saltitantes, rebanhos, bois com pelo alaranjado que dão luz à paisagem. Nesta verde calmaria, é maravilhoso ouvir o som dos sinos das vagas em liberdade.
    Uma vez nas Astúrias, vale a pena visitar Potes, um vilarejo da Cantábria, e subir a Fuente Dé.
    Potes situa-se no centro da região de Liébana, uma zona rodeada de montanhas espetaculares e onde confluem rios e arroios.    





    
    Potes é também famosa pelo seu orujo, uma bebida típica.






    Fuente Dé fica a 23 quilómetros de Potes, em pleno coração dos Picos da Europa.
    O Teleférico Fuente Dé leva-nos a uma altitude de 1.823 metros em apenas 4 minutos. Da estação superior, é possível vislumbrar os majestosos picos do Maciço Central. A vista é deslumbrante, pois a paisagem é de uma imensa beleza. Vale a pena!    
   












    Lugar visitado a 26 de fevereiro de 2017.

AQUIS QUERQUENNIS - GALIZA - ESPANHA 2023, as ruínas romanas nas margens do Rio do Esquecimento…

     Nas margens do mítico rio Lethes - o rio do Esquecimento - ou Rio Limia, ou em português Rio Lima, Aquis Querquennis foi um important...