sábado, 17 de dezembro de 2022

SEGÓVIA - ESPANHA 2019, a cidade que tem um PALÁCIO que inspirou Walt Disney e uma OBRA do Império Romano…

O Alcácer (Alcázar) de Segóvia é um palácio fortificado em pedra, situado na cidade velha de Segóvia. Erguido no topo de um penhasco rochoso na confluência dos rios Eresma e Clamores, próximo das montanhas de Guadarrama, este palácio, escolhido como local de residência por muitos monarcas, é um dos mais distintos castelos-palácios de Espanha e parece guardar a cidade.



    Comparado a uma proa de um navio, o Alcácer de Segóvia foi inicialmente construído para uma fortaleza. Posteriormente, serviu de Palácio Real, de Prisão de Estado, de Colégio Real de Artilharia e de Academia Militar.


No interior, é possível visitar as salas e os aposentos nobres, que guardam objetos originais e outros. Sobressaem os tetos verdadeiramente magníficos. 
O Palácio alberga também o Museu de Artilharia e a famosa Torre de Juan II, de onde se pode ter uma vista magnífica da cidade.


























    Criou-se o mito de que este Castelo-Palácio inspirou Walt Disney. Se é mito ou verdade, o facto é que ele lembra um verdadeiro palácio dos contos de fadas.



    Um outro símbolo da cidade é o Aqueduto. Trata-se de um aqueduto romano do século I d.C., e é um dos monumentos antigos mais importantes e mais bem preservados deixados na Península Ibérica pela civilização romana. Feito para transportar água das montanhas até a cidade, é o ícone mais importante de Segóvia e está presente no brasão de armas da cidade. Segundo a inscrição que figura no monumento com a loba de Rómulo e Remo, o aqueduto fez dois mil anos em 1974.
    Os arcos têm 29 metros de altura e a fileira de arcos728 metros de comprimento.










    Em Segóvia, é também obrigatório deslocar-se à Plaza Mayor e visitar a Catedral de Santa Maria de Segóvia (Santa Iglesia Catedral de Nuestra Señora de la Asunción y de San Frutos), conhecida como a "Dama das Catedrais", devido às suas dimensões e à sua elegância. Trata-se de uma catedral de estilo gótico tardio com traços de renascimento, construída entre os séculos XVI e XVIII.






    As pedras que compõem a catedral revelam séculos e séculos de história. A mesma história que sobressai em toda a cidade eleita, em 1985, como Património da Humanidade pela UNESCO.
    Com um total de 157 vitrais distribuídos pelas naves, deambulatório e presbitério, a luz que os atravessa envolve o visitante num encantador mundo de cor. Estes vitrais representam passagens bíblicas, os mistérios da vida de Jesus Cristo e da Virgem Maria, e muitos dos milagres do Messias.




    A Catedral possui 24 capelas. A capela de Santiago é uma das mais completas e ornamentadas deste conjunto. Situa-se na nave do lado do evangelho, ocupando o segundo corpo a partir do altar-mor. O retábulo é dedicado ao Apóstolo Santiago. Nesta capela, existe um relevo que representa a trasladação do corpo de Santiago numa carroça puxada por bois.













Segóvia faz parte do Caminho de Santiago e a Catedral é uma paragem obrigatória, onde os peregrinos podem carimbar o seu passaporte e visitar o espaço dedicado ao Santo.
Segóvia, uma cidade cheia de história que vale a pena visitar.
 Lugar visitado a 4 de março de 2019.
 

 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

CASTELO RODRIGO - PORTUGAL 2022, uma das doze ALDEIAS HISTÓRICAS de PORTUGAL, e o CRISTO REI da SERRA DA MAROFA, tão igual ao Cristo Rei do Monte do Pilar, em Paços de Ferreira…

    Castelo Rodrigo pertence ao município de Figueira de Castelo Rodrigo e é uma das doze Aldeias Históricas de Portugal .
    Porta de entrada no Parque Natural do Douro Internacional, situada junto ao vale do rio Coa e junto à soberba Serra da Marofa, a aldeia de Castelo Rodrigo é um verdadeiro encanto.






    A aldeia está rodeada por uma cintura muralhada que inicialmente era constituída por treze torreões, à semelhança da de Ávila. Atualmente, só restam alguns. Para se entrar na velha muralha, existem três portas, a Porta do Sol, virada a nascente, a Porta da Alverca e a Porta da Traição.


    Pela Porta do Sol, chega-se rapidamente ao Pátio do Castelo. Aqui é difícil perceber onde começa o Castelo e termina o Palácio. Primitivamente, houve um castelo em Castelo Rodrigo, o que lhe originou o nome. Porém, no período da disnastia filipina, D. Cristóvão de Moura, conde e conselheiro predileto de Filipe II, mandou construir o seu palácio no local onde se situava a alcáçova. Com a Restauração da Independência portuguesa, o palácio, símbolo da opressão, foi arrasado pela população, que o via como uma marca do domínio espanhol.
    Muito recentemente, este local foi alvo de uma intervenção, promovida pelo IPPAR com o apoio das Aldeias Históricas de Portugal. Atualmente, é um espaço simbólico, onde é possível promover eventos de índole cultural. Junto ao Castelo/Palácio, destaca-se a Torre de Relógio. De resto, quem entra pela porta nascente, entra na Rua do Relógio.











    Um outro monumento de grande interesse é a Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora de Rocamador ou do Reclamador. Foi fundada por uma confraria de frades hospitaleiros, vindos de França, que se dedicava a auxiliar os peregrinos que se dirigiam para Santiago de Compostela. No púlpito renascentista, em granito, pode ver-se uma vieira, símbolo da peregrinação a Santiago. Os frades erigiram esta igreja dedicada a Nossa Senhora de Rocamadour, muito venerada em França, de que o nome Reclamador é uma deturpação. Na sua "Viagem a Portugal", José Saramago, a propósito desta igreja diz o seguinte: "Esta é a Igreja do Reclamador, que, ao contrário do que parece, não é nome de santo protestatário. Reclamador é apenas deturpação de Rocamadour, terra francesa de peregrinação, em cuja abadia, ou nas ruínas dela, se diz serem as relíquias de Santo Amadour, e onde há também uma igreja que guarda, é o que se diz, a famosa Durandal, a espada do paladino e par de França Roldão. São velhas histórias."
    No altar-mor, há uma escultura de madeira que representa a padroeira. Destaque ainda para uma imagem, também em madeira, representando Santiago Mata mouros a cavalo, com trajes da época.






    Um outro local de interesse é a Cisterna Medieval. Supõe-se que por detrás da cisterna tenha sido o local da antiga Sinagoga e que depois se tornou parte do edifício do abastecimento de água local. A cisterna tem duas entradas que, por questões de segurança, foram fechadas com portões. Todavia é possível espreitar e ver que a cisterna tem uma grande profundidade. As duas entradas provam que foram feitas alterações em alturas distintas: uma das portas tem um arco de estilo gótico e outra em forma de ferradura, ou seja, de estilo árabe. 






    Se resolver pernoitar em Castelo Rodrigo, nada melhor do que a Casa da Cisterna . Este alojamento, com casa e quartos muito acolhedores, possui todos os serviços necessários para acomodar quem pretende conhecer Castelo Rodrigo e a região. Na Casa da Cisterna,  existe ainda uma sala comum onde são servidas as refeições. Além do pequeno-almoço, almoço e jantar, os donos providenciam cestas para piqueniques e também refeições mais leves e petiscos. A amabilidade e a simpatia dos anfitriões fazem-nos sentir em casa!









    É maravilhoso calcorrear as ruas da aldeia e descobrir as marcas da presença de judeus e árabes que o tempo não apagou.





    A 18 de junho de 2009, o Prémio Nobel da Literatura, José Saramago, revisitou esta aldeia histórica a propósito da recriação literária de "O Caminho de Salomão", da "Viagem do Elefante".


    Se voltar a sair das muralhas pela Porta do Sol, não deixe de visitar "Sabores do Castelo" e  saborear alguns produtos regionais. 




    Por último, suba à Serra da Marofa e desfrute de uma vista deslumbrante. No topo da Serra, esculpida em granito branco, com seis metros de altura, a imponente estátua de Cristo Rei, de braços abertos, abençoa o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Maravilhoso!





    Lugar visitado a 20 de fevereiro de 2022.
 

AQUIS QUERQUENNIS - GALIZA - ESPANHA 2023, as ruínas romanas nas margens do Rio do Esquecimento…

     Nas margens do mítico rio Lethes - o rio do Esquecimento - ou Rio Limia, ou em português Rio Lima, Aquis Querquennis foi um important...